SPORT CLUB INTERNACIONAL
A nossa diferença não está apenas nos títulos, nos jogadores, nem na torcida, nada disso importa diante do fato de vestirmos um MANTO e vocês apenas mais uma de tantas camisas esportivas!
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Internacional 1 X 2 Corinthians. (17/07/2014) (Brasileirão)

(Source: facebook.com)

1 week ago
08/07/2014
Quando a Seleção Brasileira perde um jogo importante:

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QUANDO O INTER PERDE UM JOGO IMPORTANTE:

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2 weeks ago
03/07/2014
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03/07/2014
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03/07/2014
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03/07/2014
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03/07/2014
 [..] Quis ser manager, o clube consentiu. Pensou não ser aquele o seu lugar, acomodaria-se melhor na casamata. O Colorado lhe deu a prancheta. Depois desistiu do caminho. Ora, mas isso lá está certo? É amadorismo, colocam-no onde quer, eu esbravejava. Ah, imbecil, lhe dessem tudo, lhe dessem o conselho, a cozinha, a assessoria, o CTG, o site e as barras; lhe dessem de novo a nove e a braçadeira; lhe dessem, enfim, a caneta, a cadeira, o microfone e um quadro na parede. Mas não deu tempo.
Então, agora lhe deem o busto, a estátua, a capela, a camisa; lhe deem a rua, o pórtico, a praça, as pontes e um principado; lhe deem uma linha de ônibus, um congá e o Guaíba. E no final do ano lhe deem o Nacional. Deem a Fernandão a taça que ele alça, diuturnamente, em nossa mágoa. Ponham-lhe ao alaque o alguidar prateado da CBF, espalhem a seus pés os quindins de ouro que Marin tanto gosta. Depois disso, criem vergonha na cara, sigam de volta a trilha de nádegas até Yokohama, vistam-se com as roupas e as armas de Fernando e façam um papel digno do Capitão. Porque agora joga-se por ele. Agora joga-se por Dom Fernando Sem Sombra, joga-se pelo maioral. Joga-se pela utopia. E medido tudo o que Fernandão nos deu, só algo assim poderia ser maior.
Porque morreu o nosso Pedro Archanjo, porque morreu Fernando Ojuobá. Fecharam-se os olhos do rei. Partiu o Capitão batuta, se foi o Capitão Maestro. Virou Capitão Arcanjo. Ficou Fernandão Obá.
Eterno Fernando, o Rei.
Emanuel Neves

 [..] Quis ser manager, o clube consentiu. Pensou não ser aquele o seu lugar, acomodaria-se melhor na casamata. O Colorado lhe deu a prancheta. Depois desistiu do caminho. Ora, mas isso lá está certo? É amadorismo, colocam-no onde quer, eu esbravejava. Ah, imbecil, lhe dessem tudo, lhe dessem o conselho, a cozinha, a assessoria, o CTG, o site e as barras; lhe dessem de novo a nove e a braçadeira; lhe dessem, enfim, a caneta, a cadeira, o microfone e um quadro na parede. Mas não deu tempo.

Então, agora lhe deem o busto, a estátua, a capela, a camisa; lhe deem a rua, o pórtico, a praça, as pontes e um principado; lhe deem uma linha de ônibus, um congá e o Guaíba. E no final do ano lhe deem o Nacional. Deem a Fernandão a taça que ele alça, diuturnamente, em nossa mágoa. Ponham-lhe ao alaque o alguidar prateado da CBF, espalhem a seus pés os quindins de ouro que Marin tanto gosta. Depois disso, criem vergonha na cara, sigam de volta a trilha de nádegas até Yokohama, vistam-se com as roupas e as armas de Fernando e façam um papel digno do Capitão. Porque agora joga-se por ele. Agora joga-se por Dom Fernando Sem Sombra, joga-se pelo maioral. Joga-se pela utopia. E medido tudo o que Fernandão nos deu, só algo assim poderia ser maior.

Porque morreu o nosso Pedro Archanjo, porque morreu Fernando Ojuobá. Fecharam-se os olhos do rei. Partiu o Capitão batuta, se foi o Capitão Maestro. Virou Capitão Arcanjo. Ficou Fernandão Obá.

Eterno Fernando, o Rei.

Emanuel Neves

Os cabelos compridos e a barba rasa de Fernandão são símbolos do Inter, como os dedos quebrados do Manga, como os cachos de Falcão, como o riso de Dadá Maravilha, como a carranca de Dunga. Podem estar esboçados em uma bandeira que todos vão apontar que é o Fernandão. Podem ser rabiscados por uma criança que todos vão traduzir que é o Fernandão. Há craques que são contratados, e outros que nascem no Beira-Rio. Fernandão nasceu no Beira-Rio. O atacante corria no gramado às margens do Guaíba como se fosse eterno, como se fosse seu quintal de águas e relâmpagos, como se fosse sempre certo o seu gol e sua comemoração com os braços erguidos ao infinito. Ele não foi um jogador que somente se conectou à alegria da torcida. Pois é fácil ser referência de uma temporada. Muitos passaram pelo manto vermelho como goleador.  Fernandão foi além: o ídolo que melhor compreendeu nossa tristeza, nossa melancolia, nossa angústia de quinze anos sem um título nacional, nosso centenário por completar sem um título mundial. Adotou nossa dor como seu sudário, nosso sudário como sua camisa 9. Fernandão se destacou como nosso psicanalista, nosso pai, nosso amigo com a bola nos pés. Acalmava e agitava as arquibancadas quando necessário.  “Ôôô, vamos, vamos, Inter”, ele mesmo cantava, não pedia que o público cantasse. Sua liderança se originava do exemplo.  Talvez tenha sido o único centroavante que se entregou inteiramente ao sofrimento colorado. Alcançou o significado de nossa renúncia de taças das décadas de 80 e 90: o quanto sofremos em silêncio diante da gozação e deboche dos gremistas, o quanto aguentamos calados os triunfos sucessivos do rival de Porto Alegre.  Ele agiu como o nosso vingador, o nosso justiceiro.  Antes de Fernandão, todo colorado era sofredor.  Quando alguém perguntava qual time você torcia, o sofredor vinha como nosso sobrenome.  Depois dele, todo colorado virou vencedor.  Ele casou o torcedor colorado com a vitória. Mudou o nosso registro no cartório.  O capitão Fernandão comandou o clube na conquista da Libertadores e do Mundial de 2006 e da Recopa Sul-Americana (2007). Atuou em 190 partidas e marcou 77 gols – o primeiro deles, logo na sua estreia, o de número 1000 da história do Gre-Nal.  Representava a torcida dentro do campo, a garra, o desespero, a exaustão. Compreendia nossa aflição porque tinha sido filho da lesão, da privação, do medo. Em 2004, quando defendia o Olympique de Marselha durante disputa do clássico francês com Paris Saint Germain, acabou se chocando com Heinze e fraturou um osso da face, acima do olho esquerdo, e teve de colocar duas placas de titânio de 0,6 milímetros na região. Esteve próximo de encerrar prematuramente a carreira.Portanto, ele não jogava contra a dor, mas ao lado dela. Só podia se dar bem com um time da cor do sangue.  Vinha por baixo, pelos lados, não se omitia, cutucava bolas invisíveis e seguras nas mãos do goleiro, dividia o lance com os zagueiros, disputava uivos com o vento, combatia a lentidão de sua estatura com posicionamento privilegiado na pequena área. Seus gols de cabeça se tornaram ainda mais valiosos. Eram lembranças de superação. Os cabelos desalinhados escondiam parafusos. Ninguém voava como ele. Alçava do chão seus 1,90m e a coragem de não se entregar para a derrota. Fernandão parece que faleceu aos 36 anos, num acidente aéreo em Goiás na madrugada de sábado (7/6). Parece.  Porque há craques que são contratados, e outros que morrem no Beira-Rio. Morrem em campo lutando pela glória.
Fabrício Carpinejar.

Os cabelos compridos e a barba rasa de Fernandão são símbolos do Inter, como os dedos quebrados do Manga, como os cachos de Falcão, como o riso de Dadá Maravilha, como a carranca de Dunga.

Podem estar esboçados em uma bandeira que todos vão apontar que é o Fernandão. Podem ser rabiscados por uma criança que todos vão traduzir que é o Fernandão.

Há craques que são contratados, e outros que nascem no Beira-Rio. Fernandão nasceu no Beira-Rio. O atacante corria no gramado às margens do Guaíba como se fosse eterno, como se fosse seu quintal de águas e relâmpagos, como se fosse sempre certo o seu gol e sua comemoração com os braços erguidos ao infinito.

Ele não foi um jogador que somente se conectou à alegria da torcida. Pois é fácil ser referência de uma temporada. Muitos passaram pelo manto vermelho como goleador.

Fernandão foi além: o ídolo que melhor compreendeu nossa tristeza, nossa melancolia, nossa angústia de quinze anos sem um título nacional, nosso centenário por completar sem um título mundial.

Adotou nossa dor como seu sudário, nosso sudário como sua camisa 9.

Fernandão se destacou como nosso psicanalista, nosso pai, nosso amigo com a bola nos pés. Acalmava e agitava as arquibancadas quando necessário.

“Ôôô, vamos, vamos, Inter”, ele mesmo cantava, não pedia que o público cantasse. Sua liderança se originava do exemplo.

Talvez tenha sido o único centroavante que se entregou inteiramente ao sofrimento colorado. Alcançou o significado de nossa renúncia de taças das décadas de 80 e 90: o quanto sofremos em silêncio diante da gozação e deboche dos gremistas, o quanto aguentamos calados os triunfos sucessivos do rival de Porto Alegre.

Ele agiu como o nosso vingador, o nosso justiceiro.

Antes de Fernandão, todo colorado era sofredor.

Quando alguém perguntava qual time você torcia, o sofredor vinha como nosso sobrenome.

Depois dele, todo colorado virou vencedor.

Ele casou o torcedor colorado com a vitória. Mudou o nosso registro no cartório.

O capitão Fernandão comandou o clube na conquista da Libertadores e do Mundial de 2006 e da Recopa Sul-Americana (2007). Atuou em 190 partidas e marcou 77 gols – o primeiro deles, logo na sua estreia, o de número 1000 da história do Gre-Nal.

Representava a torcida dentro do campo, a garra, o desespero, a exaustão.

Compreendia nossa aflição porque tinha sido filho da lesão, da privação, do medo. Em 2004, quando defendia o Olympique de Marselha durante disputa do clássico francês com Paris Saint Germain, acabou se chocando com Heinze e fraturou um osso da face, acima do olho esquerdo, e teve de colocar duas placas de titânio de 0,6 milímetros na região. Esteve próximo de encerrar prematuramente a carreira.

Portanto, ele não jogava contra a dor, mas ao lado dela. Só podia se dar bem com um time da cor do sangue.

Vinha por baixo, pelos lados, não se omitia, cutucava bolas invisíveis e seguras nas mãos do goleiro, dividia o lance com os zagueiros, disputava uivos com o vento, combatia a lentidão de sua estatura com posicionamento privilegiado na pequena área.

Seus gols de cabeça se tornaram ainda mais valiosos. Eram lembranças de superação. Os cabelos desalinhados escondiam parafusos.

Ninguém voava como ele. Alçava do chão seus 1,90m e a coragem de não se entregar para a derrota.

Fernandão parece que faleceu aos 36 anos, num acidente aéreo em Goiás na madrugada de sábado (7/6). Parece.

Porque há craques que são contratados, e outros que morrem no Beira-Rio. Morrem em campo lutando pela glória.

Fabrício Carpinejar.

1 month ago
07/06/2014

MEU CAPITÃO! ÉS ETERNO NA NOSSA HISTÓRIA, OBRIGADA POR TUDO. TUA TORCIDA TE AMA!

UH TERROR, FERNANDÃO É MATADOR!

1 month ago
07/06/2014
"PORQUE O INTER É MAIOR QUE TUDO"
— Fernandão, ídolo.
1 month ago
07/06/2014
1 month ago
07/06/2014
Lindo!

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